Profissionais de saúde de Nova Friburgo participam de reunião sobre chikungunya

Publicado em 6 dezembro de 2018
 
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Combater o mosquito Aedes aegypti. Este tem sido o motivo de frequentes reuniões promovidas pela Secretaria Municipal de Saúde de Nova Friburgo. Depois da recente reativação do comitê de mobilização social contra o Aedes aegypti foi realizada reunião na manhã desta quinta-feira, dia 6, para tratar sobre chikungunya. O palestrante foi o médico Gustavo Albino Pinto Magalhães, da secretaria estadual de Saúde. Participaram profissionais da Saúde do município, a secretária Tânia Trilha e as subsecretárias de Atenção Hospitalar, Sabrina Freitas, e de Vigilância em Saúde, Fabíola Braz Pena, entre outros. O número de casos da doença tem aumentado em todo o Estado do Rio de Janeiro e em Nova Friburgo não é diferente, onde o triplo de casos foi registrado comparado ao mesmo período do ano passado. A preocupação é grande entre as autoridades do setor, porque esses casos aconteceram numa época considerada seca e fria, que não é quando o mosquito se prolifera. E daqui para frente, com as chuvas, a tendência é a ampliação do número de casos. Daí a mobilização das equipes.

Para Gustavo Magalhães, chikungunya é um assunto novo e ele propôs uma troca de experiências, em que todos aprendessem mais um pouco e fossem multiplicadores das informações. O palestrante apresentou dados ainda não oficiais sobre a doença, frisando o aumento de mais de 720% de casos no estado. Trata-se de uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti infectado e apresenta um quadro parecido com a dengue, pois o paciente tem dores insuportáveis que podem se tornar crônicas. E um detalhe agravante: os integrantes das equipes multiprofissionais têm adoecido também.

Segundo Magalhães, o índice de infestação do Aedes aegypti no estado é assustador. O início da doença ocorre entre quatro a oito dias após a picada do mosquito, podendo chegar aos 12 dias, sempre com a pessoa apresentando febre alta (38,5º) e muita dor nas articulações, ambas de início súbito. A chikungunya atinge mais os homens que as mulheres; o quadro em crianças e idosos se agrava mais; e crianças menores de 15 anos e idosos com mais de 80 anos internam mais em função da doença.

– Chikungunya mata – afirmou o médico Gustavo Magalhães, comentando também que dengue mata mais. Ele disse também que o mosquito Aedes aegypti pode causar as três doenças – dengue, chikungunya e zica – ao mesmo tempo. “A população precisa se mobilizar e se prevenir”, acentuou.