Secretaria de Agricultura oferece suporte técnico na vacinação contra Febre Aftosa

Publicado em 6 novembro de 2018
 
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Foi iniciada no dia 1º de novembro a segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa que ocorrerá durante todo o mês visando vacinar bovinos e bubalinos (búfalos) até os dois anos de idade.

Em Nova Friburgo há produções de bovinos por todo o Município e a Secretaria Municipal de Agricultura orienta que todos os produtores cumpram a vacinação.

As vacinas podem ser encontradas em lojas agrícolas do Município, devidamente cadastradas e que recebem orientação para o armazenamento em temperatura adequada para não perder a validade. O próprio estabelecimento faz um cadastro no CPF do produtor e fornece uma ficha para que após a vacinação ele vá ao núcleo de defesa e efetue a entrega do comprovante de vacinação. A não vacinação acarreta multa para o produtor.

O médico veterinário da Secretaria de Agricultura de Nova Friburgo, Luiz Fernando Bonin Freitas, está à disposição, durante todo o mês de novembro, para orientar, inclusive nas comunidades e nas associações, e atender o público friburguense. “Entendemos que nem todo criador tem condição de pagar um médico veterinário e por isso a Secretaria dará todo o suporte técnico, orientando quanto a aquisição, aplicação da vacina e no que mais for necessário. Quem precisar de orientação é só nos procurar”, ressaltou o veterinário.

A doença

A aftosa é uma das enfermidades animais mais contagiosas e causa importantes perdas econômicas. A mortalidade é baixa em animais adultos, mas nos jovens provoca problemas cardíacos [miocardites] que levam à morte. Atinge animais bovinos, ovinos, caprinos, porcos e todos ruminantes selvagens. Camelos, dromedários, lhamas e vicunhas têm baixa suscetibilidade; cavalos não são afetados.

Contágio

A transmissão se dá por contato direto com animais infectados, contato com secreções, vetores móveis (homens, animais domésticos) que tenham estado em contato com animais contaminados e veículos e equipamentos nas mesmas condições. Em casos raros o vírus pode ser transportado por ar. Os animais contaminados podem transmitir a doença durante o período de incubação e manifestação da aftosa. O ar expirado, saliva, fezes, urina, leite e sêmen de animais doentes provocam contaminação até quatro dias antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos.

Sintomas

Nos primeiros dias antes da manifestação das feridas os animais apresentam falta de apetite, calafrios, febre e redução da produtividade de leite. Após a manifestação das aftas o animal não consegue se alimentar ou caminhar, ficando prostrado e fraco.

Recuperação

A recuperação começa a ocorrer entre 8 a 15 dias após a manifestação dos sintomas. Em casos mais graves os animais sofrem com a superinfecção das lesões, deformação de cascos, mastites e redução permanente da produção de leite, perda de peso, doenças do músculo cardíaco, aborto e morte de animais jovens. Nos ovinos e caprinos as lesões são menos pronunciadas, podendo passar despercebidas. A mortalidade é alta entre animais jovens. Os porcos podem desenvolver graves lesões nos pés.

Prevenção

– Proteção de zonas livres mediante controle e vigilância dos deslocamentos de animais nas fronteiras

– Sacrifício de animais infectados, recuperados e de animais suscetíveis que entraram em contato com indivíduos doentes

– Desinfecção dos locais e de todo material infectado (artefatos, veículos, roupas)

– Destruição dos cadáveres e produtos animais suscetíveis na zona infectadas

– Medidas de quarentena

– Vacina com vírus inativado [a imunidade é conferida seis meses após as primeiras vacinações]

Risco para o homem

A aftosa não representa risco para a saúde humana. A doença não é transmitida pelo consumo de carne, leite e derivados de animais infectados. Alguns casos raros de feridas nas mãos e outros sintomas leves foram relatados em seres humanos que lidavam de forma muito próxima com animais infectados.