Dia Nacional da Visibilidade Trans é celebrado com ações educativas

Publicado em 31 janeiro de 2018
 
(http://twitter NULL.com/share)
Nesta terça, 29, acontece  na sede da OAB, uma roda de conversa com a equipe do Centro de Cidadania LGBT sobre a população transexual 

Nesta terça, 29, acontece  na sede da OAB, uma roda de conversa com a equipe do Centro de Cidadania LGBT sobre a população transexual

Na tarde desta segunda, 29, Dia Nacional da Visibilidade Trans, o Centro de Cidadania LGBT-Hanna Suzart realizou atividades de roda de conversa e uma ação educativa em um dos principais shopping de Nova Friburgo, visando sensibilizar profissionais da segurança e de outros departamentos, como administração e da limpeza, sobre a questão.

Entre os temas abordados, destacamos o nome social e o uso dos banheiros. Os funcionários relatam que ali é oferecido um tratamento respeitoso a esse grupo social e que os reconhecem como uma parcela de sua clientela. A direção do shopping pontuou que a política da gestão sempre foi a de inclusão, e demonstrou interesse em obter mais informações, atualizando, assim, os seus prestadores de serviços e melhorando o desempenho no atendimento ao público em geral.

O Centro de Cidadania LGBT Serrana-Hanna Suzart, que também faz parte do Programa Estadual Rio Sem Homofobia, visa o combate a LGBTfobia e a promoção da cidadania para a população LGBT, respeitando as especificidades desses grupos populacionais através de disseminação de informações sobre direitos e sua defesa e garantia, atuando no combate à violência através de ações de educação e cultura para os valores de cidadania, respeito às identidades e à promoção da diversidade humana.

O dia 29 de janeiro é um marco nacional, que remete a luta da população de travestis e transexuais, e de reflexões sobre as conquista e o processo lastimável de exclusão, violências e até a perda total, retirada de suas vidas. E que há muito tempo vem sendo denunciados pelas organizações nacionais e internacionais de direitos humanos.

A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) divulgou dados que classificam o Brasil como o país de maior número de assassinatos de pessoas travestis e transexuais. Em um espaço de 48h uma trans é assassinada e em 2017 foram contabilizados 179 assassinatos.

A violência se estabelece em um processo acumulativo de invisibilidade dessas pessoas, excluindo-as dos acessos aos diretos básicos como educação, tratamento de saúde adequado e exclusão no mercado de trabalho. É assim que cresce a inverdade de que elas não são sujeitos de direitos, ficando vulneráveis, alvos fáceis do ódio e da barbárie.

“O poder público e a sociedade precisam mostrar que essas vidas importam. A proteção social precisa chegar a essas pessoas, elas precisam ser respeitadas nas suas especificidades como ser humano com acesso a saúde, educação e uma grande mobilização entre setores das políticas públicas para a sua inserção no trabalho. Fazemos essas reflexões para que seja promovida a verdadeira visibilidade das travestis, mulheres e homens trans”, disse Silvia Furtado, coordenadora do Centro de Cidadania LGBT.