Hematologista autora de trabalho selecionado para congresso em Berlim destaca a importância do estudo para a Saúde de Nova Friburgo

Publicado em 14 julho de 2017
 
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Conforme já anunciado, o Hemocentro Regional Enfermeira Cassia Viviane Kale Martins, de Nova Friburgo, ganhou papel de destaque durante a realização do Congresso ISTH 2017, nesta semana, em Berlim, na Alemanha. O trabalho, de autoria da médica hemoterapeuta Beatriz Alvarez Correa de Oliveira, foi um dos escolhidos entre nove mil trabalhos inscritos de todo o mundo e apresentado pela médica hematologista Karla Bayer Mendonça.

Pequena parte da área de Poster: a frequência foi excelente, com grande interesse dos participantes do congresso em compartilhar dos trabalhos

Pequena parte da área de Poster: a frequência foi excelente, com grande interesse dos participantes do congresso em compartilhar dos trabalhos

O estudo foi desenvolvido pela doutora Beatriz para seu trabalho de conclusão do curso de especialização em hemoterapia, no Hemorio. No trabalho ela apresenta um comparativo entre eventos de sangramento em pacientes sem o uso regular do fator profilático, e com uso regular de profilaxia. O estudo apontou uma redução drástica de eventos hemorrágicos e de danos articulares dos pacientes que fazem uso regular do fator profilático.

O trabalho de Nova Friburgo exposto em Berlim

O trabalho de Nova Friburgo exposto em Berlim

“Esse trabalho foi importante por alguns motivos. Nova Friburgo é a segunda cidade do Estado do Rio de Janeiro com o maior número de pacientes hemofílicos, atrás apenas da capital. Além disso, também somos referência na região no tratamento e acompanhamento desses pacientes na região. Também temos pactuação com o Ministério da Saúde, o que traz recursos para o município. Isso permite que os pacientes hemofílicos possam ser atendidos de forma adequada aqui em Nova Friburgo, sem a necessidade de um desgastante deslocamento para o Rio de Janeiro, por exemplo”, destacou a médica hematologista Beatriz Alvarez.

A hemofilia é uma doença genética recessiva hereditária ligada ao cromossomo X, que acomete indivíduos do sexo masculino. A doença causa a deficiência de fator VIII (hemofilia A) ou fator IX (hemofilia B), levando a fenômenos hemorrágicos espontâneos, o que compromete articulações, músculos, sistema nervoso central, trato digestivo, entre outras, podendo levar a óbito ou graves deformidades, caso não seja tratada imediatamente.

Existem cerca de dez mil pacientes hemofílicos no Brasil e cerca de 110 cadastrados no Hemocentro de Nova Friburgo. Isso faz do município o maior do Estado do Rio de Janeiro (depois da capital) em número de pacientes hemofílicos. Vale ressaltar que o Hemocentro de Nova Friburgo possui pactuação com o Ministério da Saúde para o tratamento desses pacientes na região.

“O Hemocentro tem um papel fundamental no SUS de Nova Friburgo e de toda a Região Serrana, com profissionais gabaritados e de renome, por isso essa conquista é de muito orgulho para a Secretaria de Saúde e toda a cidade. Temos aqui um equipamento de ponta para a assistência hematológica”, declarou a secretária municipal de Saúde, Suzane Menezes.